quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

MAIS UMA PORRADA DO GOVERNO

É minha gente,

É com um tanto de tristeza no coração que recebi e li hoje o processo de redelimitação das nossas Unidades. Parece que o pessoal da Eletromorte tava só esperando a Dilminha ganhar as eleições. Foram enviadas no final de dezembro (final mesmo, tipo dia 29) algumas solicitações de pesquisa dentro das UCs e agora para infelicidade geral da nação, chegaram os processos de redelimitação de todas as elas. Devemos nos reunir para um parecer conjunto que será encaminhado para Brasília. O Parque Nacional da Amazônia só perde a bagatela de quase 16.000 ha...
Belo Monte de Merda tb vai de vento e popa passando por cima de tudo e de todos...
É preciso respirar fundo, o que vem pela frente, vai ser osso duro de roer... Ainda bem que contamos uns com os outros.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

AQUI NA AMAZONIA A FARRA DO FINAL DE ANO É ASSIM


Anapu, Pará: Conflito entre madeireiros ilegais e trabalhadores assentados se acirra
Trabalhadores do Projeto de Desenvolvimento Social (PDS) Esperança, em Anapu, Pará, criado pela irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005, bloquearam as estradas vicinais que dão acesso ao PDS como protesto contra a ação de madeireiros na região.
A notícia é da CPT e reproduzida por EcoDebate, 17-01-2011.
Já há algum tempo a Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem denunciando a ação truculenta dos madeireiros na região de Anapu, Centro-Oeste paraense. De acordo com padre Amaro, da CPT em Anapu, durante as festas de fim do ano, aproveitando-se das férias dos técnicos do Incra, os madeireiros entraram na área para roubar madeira. Os “bofeteiros”, como são conhecidos na região esses criminosos, agem aproveitando a falta de fiscalização eficaz dos órgãos competentes, tanto em nível local quanto federal. A madeira é retirada de áreas de preservação ambiental dentro dos PDS’s.
Segundo padre Amaro, em reunião realizada no último domingo, 9 de janeiro, os trabalhadores decidiram bloquear as estradas vicinais, como forma de pressionar o Incra a dar mais atenção à região, e construir guaritas nas estradas que dão acesso ao PDS, para controlar a entrada e saída de veículos na região. Com isso, já no final da tarde do dia 9, os trabalhadores bloquearam todas as estradas vicinais, a 1, a 2 e a 3, que dão acesso ao PDS.
A CPT já denunciou várias vezes a extração ilegal de madeira dentro dos PDS’s. Algumas denúncias foram fiscalizadas pelos agentes do Ibama. Mas, depois que os fiscais se retiram, os madeireiros voltam a agir livremente. De acordo com a advogada da CPT que está acompanhando o caso, Elcia Silva, “ano passado os trabalhadores fizeram uma greve em que bloquearam a mesma estrada. O Ibama foi até o local, fez a fiscalização, chegou até a apreender caminhões carregados de madeira. Agora, os madeireiros estão novamente na área e quando fomos pedir para que os técnicos do Ibama voltem ao local, eles disseram que não poderiam ir. Nós tememos um conflito, pois os madeireiros já falaram que vão reagir à ação dos trabalhadores”.
Ainda segundo informações da advogada, um ofício já foi encaminhado para o Ministério Público Federal, em Altamira (PA). Outro foi encaminhado ontem, 13 de janeiro, para o juiz da Vara Agrária, também em Altamira, e os mesmos foram encaminhados para a Superintendência do Incra em Santarém (PA). Segundo Elcia, a superintendente do Incra disse que iria acionar a Polícia Federal para ir até o local.
As irmãs Jane e Kátia, da mesma congregação da irmã Dorothy, estão desde ontem a noite no PDS Esperança junto aos trabalhadores, para apoiá-los e tentar evitar um novo conflito na região.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os curupiras profetizaram, e o fim do mundo está próximo...

 
Universidade operacional: Ufopa cria cátedra com mineradora Alcoa
Por Cândido Neto da Cunha


A recém-criada Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) está longe de aparentar, o que dirá ser, uma Universidade. As demandas da comunidade universitária, formada a partir da junção de dois campi de duas universidades federais anteriormente existentes na cidade de Santarém (Ufpa e Ufra*), soam estranho para um ouvido mais atento: reclama-se da falta de espaços físicos como salas de aula e gabinetes para professores, uma biblioteca recém construída não possui livros, é forte a ausência de professores e há até uma proposta de estrutura acadêmica que prevê precariamente a junção curricular da graduação num único processo e a permanente concorrência e seleção entre estudantes desde a entrada até a conclusão dos cursos. São demandas básicas demais que tendem a ser explicadas comumente pelo pouco tempo de vida da instituição.

Mas, se não há condições ou preocupações mínimas para denominar à Ufopa como aquilo que se chama Universidade por um lado, por outro, os dirigentes (nomeados) da nova instituição de ensino superior operam na lógica da completa integração da instituição às estruturas capitalistas em expansão nesta fronteira amazônica.

Ontem, o blog do Sr. Ailton Faleiro, deputado estadual pelo PT e marido da atual vice-reitora da Ufopa, a Sra. Raimundo Monteiro (nomeada), noticiou e ilustrou bem esta perspectiva.

Na postagem “
Ufopa terá cátedra de Ciência e Engenharia Ambiental” (em que se repete uma matéria do “Amazônia Jornal”) relata-se a assinatura de um acordo que oficializa a criação na Ufopa da cátedra de Ciência e Engenharia Ambiental com representantes das "instituições" Alcoa e a Fulbright.

A mineradora Alcoa já atua no município de Juruti, no oeste do Pará, com a extração do minério primário da bauxita. A matéria no blog diz como a empresa multinacional vai atuar na parceria com a Ufopa: “vai colaborar com a divulgação científica da cátedra no Brasil, acompanhar as atividades e o processo seletivo”.

Já a Fulbright é apresentada como uma instituição “(...) que promove intercâmbio educacional entre brasileiros e norte-americanos, vai proporcionar troca de conhecimentos, recrutando os pesquisadores americanos para a Ufopa, além de acompanhar o andamento das atividades da cátedra.”

A assinatura do convênio durante o seminário "Amazônia: Desafio Brasileiro do Século XXI" é no mínimo curiso. O evento teria os objetivos de “discutir as ações que vêm sendo implantadas na região com vistas a promover a pesquisa, a formação de recursos humanos para atuar na região e o desenvolvimento regional”. Mas, ao invés de ser realizado na região de Santarém, onde está a Ufopa, o evento se deu em Belém, nas suntuosas instalações do Centro de Convenções Hangar, bem longe, portanto da comunidade universitária, de suas precarizações e da região que se anuncia desenvolver.

A Ufopa portanto caminha para uma estruturação completamente subordinada do saber, onde o processo de ensino- aprendizagem torna-se uma prestação de serviços ("formação de recursos humanos"), sem autonomia universitária (a mineradora vai acompanhar o processo seletivo e aquilo que for produzido), completamente adaptada e inserida à lógica de mercado.
Não é de estranhar portanto que novos acordos estejam em curso por exemplo com o setor madeireiro e com a Eletronorte.

Porém, conforme já enunciava Marilena Chauí (1999), “essa universidade não forma e não cria pensamento, despoja a linguagem de sentido, densidade e mistério, destrói a curiosidade e a admiração que levam à descoberta do novo, anula toda pretensão de transformação histórica como ação consciente dos seres humanos em condições materialmente determinadas” (Leia A Universidade Operacional - Marilena Chauí).

Assim, a Ufopa vai se transformando de um locus sem infra-estruturas, sem propostas acadêmicas conscistentes e sem um fazer universitário condizente (ensino, pesquisa e extensão) para ser uma estrutura operacional do mercado, que no caso do oeste paraense se resume a exporação de recursos naturais primários: madeira, minérios, águas, biodiversidade, solo...

Deixa de ser uma ideia de universidade para ser uma universidade sem ideias.

*Ufpa - Universidade Federal do Pará/ Ufra - Universidade Federal Rural da Amazônia

O que o Estadão lembrou o Jornal Nacional omitiu?

Rondônia decreta estado de calamidade na saúde
12 de janeiro de 2011 | 0h 00

Gabriela Cabral - O Estado de S.Paulo

A superlotação de pacientes em hospitais de Rondônia levou o governador Confúcio Moura (PMDB) a decretar estado de calamidade e recorrer ao Ministério da Defesa. Hoje, uma equipe interministerial composta por representantes dos ministérios da Saúde, Integração Nacional e Defesa devem chegar a Porto Velho para avaliar a situação.

O governador pede que seja montado um hospital de campanha para retirar os pacientes do pronto-socorro do hospital João Paulo II, a principal unidade de emergência do Estado, do chão. O hospital tem 137 leitos comuns e 10 de UTI, mas a situação fugiu ao controle, com pacientes amontoados no chão aguardando até meses por cirurgias.

Funcionários do local dizem que o hospital sempre teve grande demanda, mas que nos últimos meses a situação ficou insustentável. A maioria atribui o aumento da procura ao crescimento populacional decorrente da instalação das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, que atraiu milhares de trabalhadores de todo o País.

A dona de casa Leonice Reis, cujo marido aguarda atendimento médico há 17 dias para retirar uma bala no fêmur, conta que dorme no chão. A enfermaria em que se encontra, dividida com mais cinco pacientes além dos acompanhantes, vive molhada, por causa da chuva que invade o local. "Já me disseram que eu não posso ficar aqui, mas meu marido não consegue se levantar nem para ir ao banheiro", conta.

Entre as causas da crise da saúde está a falta de leitos nos hospitais do interior do Estado. Nas cidades de Cacoal e São Francisco, dois hospitais estão prontos, mas aguardam para serem aparelhados.

Além do reforço do Exército, o governador quer também recorrer a recursos federais para garantir mais investimentos na área. Segundo ele, o orçamento aprovado para este ano não é suficiente.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

IMAGENS DE NOSSA AVALIAÇÃO PLANEJAMENTO NA POUSADA DONA GLÓRIA



IMAGENS DO REVIVAMENTO DE 176 ANOS DE CABANAGEM EM CUIPIRANGA

Cabanos e Curupiras

Os curupiras pisando nas Praias de Cuipiranga

A Lição de Evo Morales

Prezados(as), depois de refletir na memória dos cabanos e nos perguntar como tornar o espírito cabano atual vejo esta matéria abaixo que provoca em nós interrogação: Quando chegaremos ao ponto de fazer o nosso governo recuar??? Um abraço Edilberto

7/1/2011 A lição de Evo Morales

Uma lição inestimável foi ditada pelo presidente Evo Morales ao mundo, poucas horas antes de concluir o ano de 2010, ao revogar o decreto de nivelamento do preço dos combustíveis por mandato do seu povo.

A análise é de Isabel Soto Mayedo, jornalista e historiadora cubana e professora adjunta do departamento de Historia da Universidade de Havana. O artigo foi publicado pela Argenpress, 05-01-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Com essa determinação, tomada depois de dialogar de madrugada a madrugada com representantes de todos os setores sociais e escutar suas sugestões a respeito, demonstrou a firmeza de quem apostou na condução do seu país obedecendo ao povo que o levou à presidência.

Na mensagem à nação, transmitido no dia 31 de dezembro, o mandatário reiterou as razões que sustentaram a adoção do Decreto Supremo 748, apesar do qual decidiu acatar o pedido popular de anulá-lo pelos efeitos colaterais que sua sustentação podia acarretar à família bolivariana.
"Meu governo é um governo que nasce do sofrimento do povo boliviano. Nosso movimento político nasce e surge do grande sentimento do povo boliviano sobre sua querida pátria e se deve, meu governo e minha presidência, ao povo e especialmente aos movimentos sociais", afirmou.
"Todas as medidas ficam sem efeito. Não existe nenhuma razão agora para aumentar as passagens, nem para subir o preço dos alimentos, nem a especulação. Tudo volta à situação anterior", enfatizou o chefe de Estado.
A medida anunciada cinco dias antes estava orientada a acabar com o sangramento da economia nacional, com o contrabando de combustíveis e a incentivar a exploração e a industrialização do petróleo.
Pretendia-se obter isso mediante a nivelamento dos preços dos combustíveis em relação ao resto da região e a partir da eliminação da subvenção estatal aos hidrocarbonetos, implantada pelo governo do ex-presidente Hugo Banzer, em 1997.
A quantidade investida na importação de naftas transitou de 108 milhões de dólares em 2005 a 660 milhões em 2010, dos quais 380 ficaram na subvenção e 150 escaparam do país pelo contrabando.
O projeto do governo da mudança era recuperar o perdido por conta da subvenção, que afeta o erário público, para impulsionar múltiplos programas de benefício popular.

Paralelo a isso, o presidente anunciou o aumento do salário mínimo nacional em 20% e dos salários dos setores da esfera pública em igual medida, o que também foi revogado.
Desse modo, Morales ensinou que o Estado Plurinacional da Bolívia continua em construção e, para avançar nisso, promove de forma plena a participação dos movimentos sociais populares na tomada de decisões políticas fundamentais. Requer muita coragem dar a volta atrás em uma disposição, principalmente se a razão a acompanha, mas o presidente desse país sul-americano deixou claro o porquê de sua atuação: "Os bolivianos não estavam preparados para enfrentar as consequências do nivelamento de preço dos combustíveis".
"O povo me escutou e me ensinou e saúda a decisão que tomei em defesa das famílias mais pobres", refletiu, depois, na coletiva de imprensa, na cidade de Cochabamba.

Nessa ocasião, reiterou que, como foi sua promessa ao assumir a presidência da Bolívia, escutou e se submeteu ao povo porque "seus conselhos são sábios".
A elevação de quase 80% dos preços dos combustíveis tornou inviável a economia das famílias mais pobres e isso desencadeou os protestos em vários pontos do país, mas principalmente nas cidades de La Paz e El Alto no dia 30 de dezembro, reconheceu Morales.
No dia 22 de janeiro de 2006, ao ser investido como presidente, havia jurado: "Cumprirei meu compromisso (...), mandar obedecendo ao povo, mandarei na Bolívia obedecendo ao povo boliviano".

Cinco anos depois, prevalece o compromisso e a intenção de cumpri-lo, inclusive às custas de sua imagem pessoal ou do partido ao qual representa, o Movimento Ao Socialismo - MAS.
Resultado de sua formação aymara, o conceito de trabalho de Morales é equivalente ao ayni, isto é, à consciência de que tudo está conectado entre si, razão pela qual a responsabilidade como autoridade tem essa dimensão e exige que se respeite o consenso.
Esse modo de ver e agir em relação ao mundo é parte indissolúvel do que é identificado como Viver Bem e com segurança é um dos elementos que garantiu o respaldo popular ao mandatário nesses anos.

O seguimento a essa projeção de vida também irá redundar na derrota constante daqueles que sonham em retornar a épocas superadas, porque até a Real Academia da Língua Espanhola define: Evo é "duração de tempo sem término", "duração das coisas eternas".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Entidades repudiam violência do Complexo Hidrelétrico do Tapajós em comunidade do Pará

Com assinatura de quarenta e seis entidades, ONG's e movimentos sociais será protocolada nesta quinta-feira, pela manhã, uma nota no Ministério Público Federal, nas cidades de  Itaituba, Santarém, Altamira e Belém, em repúdio ao completo desrespeito com que as empresas Eletronorte e Ruraltecs invadiram a comunidade de Pimental, Itaituba, região oeste do Pará.

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós do Programa de Aceleração do Crescimento avança com cinco grandes hidrelétricas,  já em fase acelerada de estudos que já demonstra um nível de agressão preocupante, não somente pela falta de informação da população diretamente atingida como pela forma como estas obras vem se processando.

No último dia 12 de outubro a comunidade de Pimental foi tomada por técnicos da empresa “Ruraltecs” contratada pela Eletronorte. De repente e sem conversar com ninguém começaram a fincar marcos, fazer medições e entrar em território dos moradores daquela comunidade.

Indagados pelos moradores o que faziam ali e com autorização de quem, os trabalhadores da empresa responderam que estavam seguindo ordens do presidente. Indignados, todos teriam procurado o presidente da comunidade que surpreso, declarou também nada saber. A cada momento a indignação ia tomando conta de todos. Só então que explicaram que as ordens seriam do Presidente da República que decidira que ali seria construída uma grande hidrelétrica.

A comunidade saiu da indignação para a revolta e determinaram a saída dos trabalhadores da comunidade. Estes registraram Boletins de Ocorrência em Itaituba. Criou-se na região o clima de criminalização dos comunitários que lutam pelo seu território.

Se antes estes moradores e tantos outros das margens do Tapajós se enfrentavam contra os grileiros que os empurravam rio adentro, agora é a Eletronorete que tenta empurrar o rio para dentro das comunidades e com setores pró-hidrelétricas que tentam transformar vítimas em criminosos.



Segue abaixo a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO

Itaituba, 20 de outubro de 2010

Em solidariedade aos ribeirinhos da comunidade de Pimental



Nós, dos movimentos sociais, pastorais sociais, movimentos populares e todos aqueles que lutam em defesa da vida e dos direitos humanos, expressamos nossa indignação pelo fato ocorrido no ultimo dia 12 de outubro de 2010 na comunidade de Pimental, o desrespeito com que as empresas Eletronorte e Ruraltecs invadem a propriedade das pessoas, entram sem permissão e fazem suas demarcações sem se quer comunicar o povo, porém isso resultou em protesto dos moradores, cansados de serem repudiados pelas empresas, quebraram o marco de concreto instalado pela Eletronorte já algum tempo.

Denunciamos a forma como foram taxados pela imprensa e pelo vereador Luiz Fernando Sadeck dos Santos o popular “Peninha” que se diz representante do povo e julga seu povo de vândalos, da mesma forma fez o repórter Queiroz Filho da TV Tapajoara que usou da sua ignorância para tratar como vândalos pais de famílias, trabalhadores que trabalham dia e noite para o sustento de seus filhos, homens e mulheres que lutam por melhores condições de vida no meio em que vivem, essas famílias foram criminalizadas e desrespeitadas. Até que ponto isso vai chegar? Basta de violência, de criminalização. Onde estão nossos direitos?

O povo precisa saber em que pé está o projeto do Complexo Hidrelétrico no Tapajós e o que essas empresas querem? Não admitiremos que o governo federal e as grandes empresas privadas passem por cima de nossos direitos tratando-nos como criminosos e invadindo nossas terras para acabar com a nossa fonte de vida o RIO TAPAJÓS. Lutaremos e vamos continuar resistindo em defesa da vida e dos povos do rio tapajós.

Somos homens e mulheres que lutam em defesa de uma vida digna.

"Água e energia não são mercadorias!
Água e energia são pra soberania!
“Águas para vida não para Morte”


Assinam a Nota:

Comissão de Justiça e Paz dos Direitos Humanos de Itaituba;
Movimento Tapajós Vivo
CPT- Comissão Pastoral da Terra;
MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens;
Pastoral da Juventude;
Comunidade do Pimental;
STTR de Itaituba;
MMCC- Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade;
Frente em Defesa da Amazônia;
Fórum da Amazônia Oriental - Rede FAOR;
Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre - Belém/PA;

Movimento Xingu Vivo para Sempre;
Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes – APACC;
Associação de Defesa Etonambiental Kanindé;
Associação Internacional de Povos Ameaçados Brasil/USA ;
Justiça Global;
FASE Amazônia;
Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense;
Centro de Mídia Independente – Belém;
União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém – UES;
Federação das Associações de Moradores  e Organizações Comunitárias de Santarém – FAMCOS;
Pastoral da Mulher Marginalizada – Região Norte
Casa Oito de Março;
Instituto Universidade Popular – UNIPOP;
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra– MST;
Consulta Popular;
DCE UFPA;
Sociedade Paraense de Defesa do Direitos Humanos – SDDH
Instituto Amazônia Solidária e Sustentável – IAMAS
Movimento Luta de Classes- MLC
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Limpeza Urbana no Estado do Pará - SINDLIMP-PA;
Alternativa para a Pequena Agricultura do Tocantins - APA-TO;
Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará - SINTSEP/PA;
Fórum Carajás;
Forum Social Amapá;
Movimento Nossa Casa deCultura- ArmaZen
Associação para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável – ADEIS
Instituto Madeira Vivo – IMV;
Movimento Madeira Vivo;
Articulação de Mulheres do Amapá – AMA
ASW – Ação Mundo Solidário
Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - ABONG / Regional Amazônia
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Rede Brasileira de Arteducadores – ABRA
Mana-Mani Círculo Aberto de Comunicação, Educação e Cultura
Comitê Dorothy

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Complexo Tapajós - Comunidade Pimental

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós do Programa de Aceleração do Crescimento já avança sobre comunidades na região do Médio e Alto Tapajós e Jamanxim.

A comunidade de Pimental, uma das mais antigas daquela região, foi tomada por técnicos da empresa “Rural Tecs” contratada pela Eletronorte. De repente e sem conversar com ninguém começaram a fincar marcos, fazer medições e entrar em território dos moradores daquela comunidade.

Indagados pelos moradores o que faziam ali e com autorização de quem, os trabalhadores da empresa responderam que estavam seguindo ordens do presidente. Indignados, todos teriam procurado o presidente da comunidade que surpreso, declarou também nada saber. A cada momento a indignação ia tomando conta de todos. Foi então que explicaram que as ordens seriam do Presidente da República que decidira que ali seria construída uma grande hidrelétrica.

A comunidade saiu da indignação para a revolta. Quebraram marcos e equipamentos da empresa e determinaram a saída dos trabalhadores da comunidade.

Estes registraram Boletins de Ocorrência em Itaituba. Criou-se na região o clima de criminalização dos comunitários que lutam pelo seu território. A mídia local e setores pró-hidrelétricas também auxiliam nesse processo.

A denúncia do caso, campanhas de solidariedade e de organização popular se mostram necessárias neste momento.

Segue abraço uma nota de repúdio de movimentos da região:


NOTA DE REPÚDIO

Itaituba, 20 de outubro de 2010

Em solidariedade aos ribeirinhos da comunidade de Pimental

Nós, dos movimentos sociais, pastorais sociais, movimentos populares e todos aqueles que lutam em defesa da vida e dos direitos humanos, expressamos nossa indignação pelo fato ocorrido no ultimo dia 12 de outubro de 2010 na comunidade de Pimental, o desrespeito com que as empresas Eletronorte e Ruraltecs invadem a propriedade das pessoas, entram sem permissão e fazem suas demarcações sem se quer comunicar o povo, porém isso resultou em protesto dos moradores, cansados de serem repudiados pelas empresas, quebraram o marco de concreto instalado pela Eletronorte já algum tempo.

Denunciamos a forma como foram taxados pela imprensa e pelo vereador Luiz Fernando Sadec dos Santos o popular “Peninha”que se diz representante do povo e julga seu povo de vândalos, da mesma forma fez o repórter Queiroz Filho da TV tapajoara que usou da sua ignorância para tratar como vândalos pais de famílias, trabalhadores que ralam dia e noite para o sustento de seus filhos, homens e mulheres que lutam por melhores condições de vida no meio em que vivem, essas famílias foram criminalizadas e desrespeitadas. Até que ponto isso vai chegar? Basta de violência, de criminalização. Onde estão nossos direitos?

O povo precisa saber em que pé está o projeto do Complexo hidrelétrico no tapajós e o que essas empresas querem? Não admitiremos que o governo federal e as grandes empresas privadas passem por cima de nossos direitos tratando-nos como criminosos e invadindo nossas terras para acabar com a nossa fonte de vida o RIO TAPAJÓS. Lutaremos e vamos continuar resistindo em defesa da vida e dos povos do rio tapajós.

Somos homens e mulheres que lutam em defesa de uma vida digna.

"Água e energia não são mercadorias!
Água e energia são pra soberania!
“Águas para vida não para Morte”


-Comissão de justiça e Paz dos Direitos Humanos de Itaituba
-Movimento Tapajós vivo
-CPT- Comissão Pastoral da Terra
-MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens
-Pastoral da Juventude
-Comunidade do Pimental
- STTR de Itaituba
- MMCC- Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade

Festival de DiЯeitos 2010 - Por um Direito achado na beira do rio. 25 à 29 de outubro.

Inscrições: No Hall do auditório da UFOPA. A partir do dia 18 à 22 das 09h às 12h e de 15h às 22h - valor R$ 10,00.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os Eleitos...

Pará tem 5 reeleito com processo no STF

Um em cada quatro parlamentares que renovaram o mandato no Congresso no último dia 3 responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
Dos 320 congressistas que se reelegeram ou garantiram nas urnas o direito de trocar de casa legislativa, 76 são alvo de investigação na principal corte do país, onde tramitam os processos criminais envolvendo deputados, senadores e outras autoridades federais.
Do Pará, os processados são Asdrúbal Bentes (PMDB), Giovanni Queiroz (PDT), Lira Maia (DEM), Wladimir Costa (PMDB) e Flexa Ribeiro (PSDB).

Greve dos professores municipais de Rurópolis completa 30 dias

Uma boa parte dos 456 professores da rede pública municipal da cidade de Rurópolis aderiu à paralisação. Quem ainda permanece nas salas de aula são os professores temporários, que segundo o sindicato da categoria, decidiram manter as atividades com medo de demissão.
Os educadores exigem do governo a imediata reposição das perdas salariais referentes ao período de 2005 a 2009.  A categoria já havia paralisado as atividades no final de agosto, mas por solicitação do Ministério Público Estadual, os professores decidiram voltar às salas de aula após o governo ter se comprometido em receber a representação do Sindicato dos Professores de Rurópolis para uma rodada de negociações.
Mas, o tempo passou e nada do que foi prometido aconteceu. Por isso, os educadores resolveram suspender as aulas, por tempo indeterminado, no dia 13 de setembro. Além das perdas salariais, o Sindicato  apresenta ainda outras reivindicações.
Os professores que lecionam em dois turnos estariam trabalhando diariamente 30 minutos a mais do horário normal, sem receber nenhum centavo. A categoria também exige o cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos profissionais que trabalham na educação.
 

POLÍTICOS SOBEM E A FLORESTA AMAZÔNICA VEM ABAIXO!

 EDITORIAL DE 12.10.2010
Passou o primeiro turno das eleições nacionais e estaduais, políticos foram eleitos, outros reeleitos, também outros caíram, uns ficha limpa, outros ficha suja, mas protegidos por filigranas de leis continuam respirando. Em alguns estados, como para presidência da república, ainda virá um segundo turno.
Que se saiba, nenhum candidato, eleito ou disputando o segundo turno, revelou compromisso político em defender a Amazônia para os amazônidas e para o Brasil. Nem mesmo a candidata do Partido Verde tomou posição clara em defender os povos da região, os rios, os minérios e a biodiversidade. Os discursos que tocaram por acaso no tema Amazônia, foram poucos e ambíguos, para não ferir interesses econômicos poderosos. Pelo contrário, alguns eleitos e outros ainda candidatos são claramente favoráveis aos projetos de construir 38 mega hidroelétricas, abrir espaços para grandes empresas mineradoras e garantir a expansão do agro negócio da soja na Amazônia.
Enquanto isso, a derrubada de florestas continua firme. Só no mês de agosto passado foram 210 quilômetros quadrados de desmatamento. No mês  anterior, foram 155 quilômetros quadrados de derrubada, indicando que a destruição volta a crescer. Quem informa tudo isso é a ONG IMAZON. O Estado do Pará foi o triste campeão de desmatamento, com 142  Kms quadrados de destruição. Mas nem o orgulhoso Estado do Amazonas escapou do saque, com 21 kms quadrados de desmatamento; também foram prejudicados, o Mato grosso com 11%, Acre com 9% e Rondônia com 5% dos 210 kms destruídos.
Mesmo o governo manifestando alegria pela diminuição do saque, não dá para se festejar. O calor está aumentando fortemente em toda a região, num sinal de que a floresta está indo abaixo e a natureza responde. De Janeiro a Agosto deste ano, foram 1.549 kms quadrados de floresta posta abaixo por fazendeiros, madeireiros, plantadores de grãos e assentamentos do INCRA. É espantoso o que continua a ocorrer, com graves conseqüências para as populações tradicionais e o próprio planeta terra.
Para se ter uma idéia, só o tamanho de desflorestamento no Estado do Pará é o equivalente a 32 mil campos de futebol. Como festejar? Como elogiar o controle feito por órgãos como CTMBIO, IBAMA, SEMA e demais órgãos, ditos de vigilância? Será que ainda há dúvida para as causas das secas profundas nos rios da Amazônia?